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A madeira é um material natural com enormes potencialidades na indústria da construção e que se comporta muito bem quando aplicada em edifícios, se estes forem projectados, construídos e mantidos de forma adequada. No entanto, na história da vida das construções, pelo menos um destes aspectos é frequentemente negligenciado, permitindo assim a entrada e o desenvolvimento dos agentes biológicos destruidores da madeira, como os fungos e os insectos. No grupo dos insectos, a acção das térmitas subterrâneas é aquela que apresenta uma maior relevância em Portugal. As térmitas subterrâneas presentes em Portugal pertencem ao complexo de espécies Reticulitermes lucifugus (Rossi). São insectos sociais, com divisão de castas: as obreiras, causadoras da maior parte dos estragos da madeira aplicada; os soldados, que têm um papel fundamental na defesa da colónia; e, finalmente, os reprodutores alados, que surgem preferencialmente na Primavera e que têm como missão principal a dispersão das colónias. O aparecimento destes últimos ou apenas das suas asas são muitas vezes o primeiro sinal de uma infestação. Embora seja uma espécie considerada autóctone na Europa mediterrânica e aqui tenha sido descrita pela primeira vez em 1792, a primeira referência encontrada em Portugal sobre a presença destas térmitas remonta ao início do século XX. Desde então, o número de registos tem aumentado, estando actualmente em curso uma tentativa de conhecer melhor a sua distribuição.
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